Qual o momento para ter empresário no futebol?

empresário no futebol

Fala, galera!

Hoje, o tema por aqui será um assunto que é muito falado e muito importante para a carreira de um atleta: o empresário no futebol.

Com toda a certeza vocês já ouviram falar de empresários no futebol.

A maioria das pessoas vê o empresário de futebol como um sujeito cheio da grana, que irá bancar o futuro novo talento do futebol

Usar de sua influência e poder financeiro para alocar seu novo pupilo em um clube. Não vou dizer que não existem empresários no futebol que trabalhem dessa forma, pois cada um tem seu próprio estilo de trabalho.

Como todas as profissões existem os bons e os maus profissionais. Por isso, vou listar algumas boas práticas e outras ruins, para que vocês estejam sempre atentos na hora de escolher quem vai cuidar da carreira do seu filho

– Falar sobre funções inerentes à atividade de agente e práticas ruins feitas por alguns profissionais.

Bons exemplos: 

  • Cuidar do dia a dia do atleta, não só do extracampo
  • Ter um relacionamento com transparência com o atleta e família
  • Papel educacional (financeiro, familiar, etc) 
  • Gestão da imagem do atleta


Maus exemplos: 

  • “Comprar” atleta 
  • Ser o “agente mestre dos magos” – aparece só de vez em quando, quando for pertinente ou em assinatura de contratos
  • Querer cobrar $$ dos pais quando atletas menores
  • Tratar como número (querer ter muitos atletas de base, sem ter condição de dar atenção e condições para a carreira)

Nas aulas passadas dei orientações sobre vários pontos relacionados a ajudar seu filho a seguir atrás do sonho, agora vou falar sobre escolher a pessoa certa para seguir junto na caminhada.

 Vou falar hoje sobre qual o momento certo para ter um empresário.

Nesses anos que estou no futebol vi que muitos atletas com talento ficarem no meio do caminho por não terem ao seu lado uma pessoa que lhe orientasse profissionalmente da maneira correta.

Ao mesmo passo, também já vi muito atleta acabar se complicando por decisões erradas de quem estava cuidando de sua carreira, fossem os pais que não estavam preparados, ou até mesmo por alguém que se denominava agente e se ofereceu para ajudar. 

Tomem cuidado na hora de escolher quem vai cuidar da carreira do seu filho, porque também existe muito oportunista no meio do futebol!

Vocês têm alguma dúvida sobre a hora certa de ter um empresário? Vamos lá!! 

Quando me aproximo de um jogador ou pai de um jovem jogador de futebol, uma das primeiras perguntas que me fazem é por que preciso de um agente de futebol? Ou o que um agente pode fazer por mim?

Na minha opinião os primeiros empresários dos atletas devem ser vocês mesmos pais. 

Até os 13 anos os pais têm total condição de suprir todas as necessidades dos atletas. Que seria condições para que ele consiga jogar (material de treino e apoio fora do campo)

A partir dos 14 anos a carreira de cada atleta pode tomar direções diferentes. O atleta já pode ficar alojado longe da família e o futebol começa a ficar sério, mais profissional.

Dependendo do estágio em que a carreira mudar, sua necessidade de ter uma pessoa que cuide das suas coisas  aumenta, pois é necessário ter um profissional para negociar os primeiros contratos e tomar decisões. 

Nesse momento que entra a figura do empresário. 

O empresário não é responsável apenas pela inserção do jogador dentro de um clube, mas sim por todo processo fora de campo.

Desde:

  • análise de contratos
  • negociação com o clube a respeito de condições de trabalho
  • valorização da imagem do atleta
  • entendimento da perspectiva do clube para o atleta 
  • mapear mercados que se alinham com o perfil do atleta, entre outros.

 Vou dar três exemplos

 1 – Você faz sua estreia aos 16 anos e seu clube está realmente satisfeito com sua progressão e oferece a você um contrato profissional de três anos. Como você sabe que está obtendo o melhor negócio? Como você sabe que não há cláusulas ocultas que possam afetar sua carreira no futuro?

2 – O atleta não dá certo no seu clube e você está lutando pelo tempo do jogo. A quem você pode recorrer para obter conselhos sobre mudança de clubes, empréstimo ou apenas maneiras de entrar no elenco?

3 – E se você for liberado, deixando um clube em que esteja há um bom tempo e  tem apenas uma lista de e-mails de clubes com os quais você pode entrar em contato? Quem o ajudará a encontrar um novo clube?

-Eu sempre digo que é melhor procurar um agente o mais rápido possível, porque isso lhe dá tempo para conhecer essa pessoa e se ela não estiver trabalhando para você, algo poderá ser feito antes que chegue aos estágios vitais acima.

Isso quer dizer que eu, pai, não posso ser empresário do meu filho? Não é isso. Você pode ser, desde que esteja preparado para isso. 

Vou citar um exemplo que é um case de sucesso no futebol. Muita gente não gosta, não vou entrar nesse mérito, mas é um case, que é o caso do Neymar. 

Desde que o Neymar deu indícios que seria um grande jogador, lá com seus 10, 11 anos, o pai dele, Neymar Pai, começou a se preparar para cuidar da carreira dele. Fez cursos, constituiu empresa, começou a entender o mercado e se tornou agente. 

E mesmo assim, neste processo, sempre foi auxiliado por agentes mais experientes nas grandes negociações em que o seu filho esteve envolvido. Por que? Porque exigia o máximo de profissionalismo. 

O que eu quero dizer com isso? Que a atividade do agente é extremamente profissional. Se o seu filho ficar doente, você procura um médico especialista, certo? Então, quando se trata do sonho dele, não pode ser diferente. Você pode até estar à frente disso, mas é preciso se preparar. Caso contrário, deixa na mão de quem já trabalha com isso há mais tempo. 

Outra coisa importante e que é uma dúvida é: qual é a função do agente? Já falei ali um pouco sobre negociar contratos, imagem, etc. Eu te digo que o agente é um pouco de tudo. É empresário, psicólogo, coach, algumas vezes até pai. Por isso que é importante que o agente do seu filho seja alguém da sua confiança. Porque muitas vezes ele vai precisar intervir para te auxiliar em questões pessoais e familiares e estar no comando do lado profissional do atleta. 

Pai é pai, mãe é mãe, empresário é empresário. 

Muita gente tem uma ideia assistencialista da atividade do agente. Acha que ele tem que dar dinheiro e presentes para o atleta. Não é isso! Aliás, isso está muito errado. Se o agente oferece dinheiro, pula fora, pois isso é sinal de que ele não tem mais nada a oferecer.

Tem que se levar em consideração que por lei, o empresário não pode prestar serviço até os 16 anos e não pode receber por isso até os 18 anos do atleta. AH, então é errado eu ter um agente pro meu filho com 15 anos? Depende. Nesta idade, o trabalho do agente é mais de consultoria, de auxiliar nas tomadas de decisões e de se planejar para os próximos passos do atleta. 

Por isso, tem que tomar cuidado nos rumos que essa relação se dá. Chuteira ou ajudas pontuais como alimentação e transporte, por exemplo, quando necessárias, não tem problema. Afinal, é um investimento também no atleta e que vai impactar no trabalho dele.

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